Os algoritmos CMLL são uma parte fundamental do método Roux. Depois de concluir os dois primeiros blocos, a CMLL ajuda a resolver os cantos da última camada antes de passar para a LSE. Uma maneira simples de aprender é começar pela CMLL em 2 etapas, acostumar-se ao reconhecimento dos casos e acrescentar casos de CMLL completa quando estiver pronto. Neste guia, você aprenderá o significado de CMLL, quais casos estudar primeiro e como praticar sem complicar o processo desnecessariamente.
O que são os algoritmos CMLL
CMLL significa Corners of the Last Layer, ou cantos da última camada. No método Roux, essa etapa vem depois dos dois primeiros blocos e antes da LSE. O objetivo é resolver os quatro cantos da camada superior, corrigindo sua orientação e posição. Depois de resolvê-los, você pode passar para as seis últimas arestas com o cubo mais organizado.
CMLL, OLL e PLL: qual é a diferença
A CMLL é usada no método Roux, enquanto a OLL e a PLL são usadas no CFOP. A OLL altera a orientação das peças da última camada, e a PLL as leva às posições corretas. A CMLL é diferente: resolve apenas os cantos da última camada, mas corrige tanto a orientação quanto a posição em uma única etapa.
Isso significa que a CMLL não busca concluir toda a última camada. As arestas ficam para a LSE. Se você vem do CFOP, pode pensar na CMLL como uma etapa de última camada focada nos cantos para o Roux.
Quantos algoritmos CMLL existem
A CMLL completa tem 42 casos. Cada caso resolve os quatro cantos da última camada a partir de um padrão diferente. Esse número pode parecer grande no início, mas não é necessário aprender todos de uma vez.
Uma forma melhor de começar é pela CMLL em 2 etapas. Nela, você resolve os cantos em duas partes menores em vez de usar um único algoritmo para cada caso. Depois de se sentir confortável com os casos básicos e com o reconhecimento, você pode acrescentar gradualmente os casos de CMLL completa para ganhar velocidade.
Como aprender os algoritmos de CMLL em 2 etapas
A CMLL em 2 etapas é a forma mais fácil de começar. Você não precisa conhecer todos os 42 casos no início. Nessa abordagem, os cantos da última camada são resolvidos em duas etapas menores. Primeiro, você coloca os adesivos dos cantos na orientação correta. Depois, leva os cantos às posições corretas. Quando entender essas duas etapas, aprender a CMLL completa ficará muito mais fácil.
Antes de começar a repetir os casos, certifique-se de que o estado do seu cubo seja fácil de conferir. Se perder o acompanhamento das peças ou quiser restaurar o cubo antes do treino, o CubeSolver AI permite escaneá-lo com a câmera ou inserir as cores manualmente. Ele oferece suporte a cubos 2x2, 3x3 e 4x4 e apresenta movimentos claros, passo a passo, para você seguir.
Etapa 1: corrija a orientação dos cantos
Comece observando os quatro cantos da camada superior. Seu primeiro objetivo é fazer a cor de cima ficar voltada para cima nos quatro cantos. Não se preocupe com as arestas da última camada neste momento. A CMLL se concentra nos cantos, portanto as arestas podem continuar sem solução por enquanto.
Dois casos comuns para aprender primeiro são Sune e Antisune. Eles são fáceis de identificar, rápidos de executar e úteis em muitas situações de última camada.
| Caso |
Como reconhecer |
Algoritmo |
| Sune |
Um canto superior está orientado para cima, e os outros três precisam girar |
R U R' U R U2 R' |
| Antisune |
Um canto superior está orientado para cima, com um padrão de cantos espelhado |
R U2 R' U' R U' R' |
Depois de executar um desses algoritmos, confira novamente os cantos da camada superior. Se os quatro adesivos da cor de cima estiverem voltados para cima, você pode avançar para a próxima etapa.
Etapa 2: coloque os cantos nas posições corretas
Agora os cantos estão orientados corretamente, mas ainda podem ocupar posições erradas. Observe as cores laterais dos quatro cantos. Se dois cantos já corresponderem à cor lateral, mantenha esses cantos resolvidos na posição correta antes de executar o próximo algoritmo.
| Caso |
Como reconhecer |
Algoritmo |
| Troca de cantos adjacentes |
Dois cantos corretos estão lado a lado |
R U R' F' R U R' U' R' F R2 U' R' |
| Troca de cantos diagonais |
Não há dois cantos corretos lado a lado |
F R U' R' U' R U R' F' R U R' U' R' F R F' |
Ao concluir esta etapa, os quatro cantos da última camada devem estar resolvidos. As arestas ainda podem parecer incompletas, e isso é normal. No Roux, elas são resolvidas mais tarde, durante a LSE.
Como praticar CMLL em 2 etapas
Não tente executar os algoritmos rapidamente logo no primeiro dia. Comece devagar e concentre-se em identificar o caso antes de girar. Um plano simples funciona melhor:
- Aprenda Sune e Antisune primeiro.
- Pratique até conseguir reconhecê-los sem adivinhar.
- Acrescente os algoritmos de troca de cantos.
- Misture os casos em resoluções completas.
- Avance para a CMLL completa apenas quando a versão em 2 etapas estiver natural.
O objetivo principal não é memorizar os movimentos o mais rápido possível. É enxergar o padrão dos cantos, escolher o algoritmo correto e concluir a etapa sem pausas longas.
Grupos comuns de casos CMLL
A CMLL completa resolve os cantos da última camada em uma única etapa. Em vez de corrigir primeiro a orientação e depois a posição, você observa o padrão completo dos cantos e executa um algoritmo para resolver os quatro. São 42 casos no total; por isso, a melhor maneira de aprendê-los é por grupos.
Não tente memorizar o conjunto inteiro de uma vez. Comece pelos grupos fáceis de reconhecer e acrescente mais casos quando sua CMLL em 2 etapas estiver estável. Os algoritmos abaixo são escolhas comuns que muitos praticantes de Roux usam como ponto de partida.
Casos Sune
Os casos Sune normalmente apresentam um canto superior voltado para cima. Muitos aprendem esse grupo cedo porque os padrões são fáceis de perceber e os movimentos parecem naturais.
Dica de reconhecimento: um canto está voltado para cima, e os outros três precisam girar.
Algoritmo: R U R' U R U2 R'
- Caso: Sune com troca de cantos
Dica de reconhecimento: a orientação dos cantos se parece com Sune, mas as cores laterais mostram que os cantos também precisam mudar de posição.
Algoritmo: R U R' U R U2 R' U R U2 R'
Casos Antisune
Antisune se parece com o espelho de Sune. Se você já conhece Sune, esse grupo é um bom próximo passo.
Dica de reconhecimento: um canto está voltado para cima, mas o padrão é espelhado em relação ao Sune.
Algoritmo: R U2 R' U' R U' R'
- Caso: Antisune com troca de cantos
Dica de reconhecimento: o padrão superior se parece com Antisune, e as cores laterais ainda não correspondem.
Algoritmo: R U2 R' U' R U' R' U' R U' R'
Casos Pi
Os casos Pi não têm cantos superiores voltados para cima. É comum ver dois adesivos de canto voltados para o mesmo lado, o que facilita a identificação do grupo depois de alguma prática.
Dica de reconhecimento: nenhum canto superior está voltado para cima, e um lado apresenta dois adesivos de canto da mesma cor.
Algoritmo: R U2 R2 U' R2 U' R2 U2 R
- Caso: Pi sem faróis evidentes
Dica de reconhecimento: nenhum canto superior está voltado para cima, e as cores laterais parecem separadas.
Algoritmo: F R U R' U' R U R' U' F'
Casos U
Os casos U têm dois cantos superiores voltados para cima. Eles podem parecer simples no início, mas as cores laterais são muito importantes. Confira os cantos antes de escolher um algoritmo.
Dica de reconhecimento: dois cantos superiores estão voltados para cima, e dois adesivos laterais formam uma barra da mesma cor.
Algoritmo: R U R' U R U' R' U R U2 R'
Dica de reconhecimento: dois cantos superiores estão voltados para cima, mas não há uma barra lateral evidente da mesma cor.
Algoritmo: R U2 R' U' R U' R2 F' R U R U' R' F
Casos T
Os casos T também têm dois cantos superiores voltados para cima. O padrão costuma parecer mais equilibrado do que em um caso U, portanto observe os adesivos superiores e os laterais.
Dica de reconhecimento: dois cantos superiores estão voltados para cima, e os adesivos laterais formam um padrão parecido com T.
Algoritmo: R U R' U' R' F R2 U' R' U' R U R' F'
Dica de reconhecimento: a forma de T aparece do lado oposto ou parece espelhada.
Algoritmo: F R U' R' U' R U R' F' R U R' U' R' F R F'
Casos L
Os casos L têm dois cantos superiores voltados para cima, lado a lado. Eles costumam ser fáceis de identificar depois que você aprende a conferir primeiro os adesivos dos cantos.
Dica de reconhecimento: dois cantos superiores estão voltados para cima, lado a lado, e um lado apresenta um pequeno bloco da mesma cor.
Algoritmo: R U2 R' U' R U R' U' R U' R'
Dica de reconhecimento: dois cantos superiores estão voltados para cima, lado a lado, mas as cores laterais não se alinham.
Algoritmo: R' U2 R U R' U' R U R' U R
Casos H
Os casos H não têm cantos superiores voltados para cima. Diferentemente dos casos Pi, os adesivos laterais costumam formar dois pares de faróis.
Dica de reconhecimento: nenhum canto superior está voltado para cima, e dois lados têm adesivos de canto da mesma cor.
Algoritmo: R U R' U R U' R' U R U2 R'
Dica de reconhecimento: aparece o mesmo padrão sem cantos superiores voltados para cima, mas os adesivos laterais correspondentes estão na posição espelhada.
Algoritmo: R U2 R' U' R U R' U' R U' R'
Casos com os cantos orientados
Alguns casos de CMLL completa começam com todos os adesivos dos cantos já voltados para cima. Os cantos ainda podem precisar mudar de posição; por isso, não pule o reconhecimento ao ver a cor superior resolvida.
- Caso: troca de cantos adjacentes
Dica de reconhecimento: todos os adesivos superiores dos cantos estão voltados para cima, e dois cantos corretos estão lado a lado.
Algoritmo: R U R' F' R U R' U' R' F R2 U' R'
- Caso: troca de cantos diagonais
Dica de reconhecimento: todos os adesivos superiores dos cantos estão voltados para cima, mas não há dois cantos corretos lado a lado.
Algoritmo: F R U' R' U' R U R' F' R U R' U' R' F R F'
Como usar esses grupos
Escolha um grupo e continue nele até conseguir reconhecer os casos sem adivinhar. Sune e Antisune são bons pontos de partida. Depois, acrescente os casos U e T e avance para Pi, L, H e os casos com cantos orientados. O objetivo não é acumular o maior número possível de fórmulas. A meta real é identificar rapidamente o padrão dos cantos, escolher a sequência correta e entrar na LSE sem perder tempo.
Melhores algoritmos CMLL para aprender primeiro
Não é necessário aprender os casos de CMLL em ordem aleatória. Uma abordagem melhor é começar pelos padrões fáceis de enxergar e executar. Isso ajuda a construir confiança antes de adicionar casos mais difíceis.
Comece por Sune e Antisune. Esses dois padrões aparecem com frequência, e os movimentos são curtos. Depois, aprenda os casos com cantos orientados, como a troca de cantos adjacentes e a troca de cantos diagonais. Eles são úteis quando a cor superior já está voltada para cima nos quatro cantos.
Quando esses casos estiverem naturais, passe aos casos U e T. Eles são comuns e mais fáceis de reconhecer do que muitos casos Pi, L e H. Deixe os grupos mais difíceis para depois, especialmente aqueles em que as cores laterais são difíceis de interpretar. Uma ordem simples de aprendizado pode ser:
- Casos Sune e Antisune
- Casos com cantos orientados
- Casos U
- Casos T
- Casos Pi
- Casos L
- Casos H
Não trate essa ordem como uma regra rígida. Se um grupo parecer mais fácil para você, aprenda-o antes. O importante é montar um conjunto que você realmente consiga usar em resoluções completas. Dez casos de CMLL reconhecidos rapidamente são mais úteis do que 30 casos que causam uma pausa toda vez.
Como praticar o reconhecimento da CMLL
A CMLL não depende apenas da memorização de algoritmos. O reconhecimento é igualmente importante. Se você precisa de cinco segundos para identificar o caso, um algoritmo rápido não economizará tanto tempo. Um bom treino deve ajudar a enxergar o padrão dos cantos antes de começar a girar.
Comece conferindo os adesivos superiores. Conte quantos cantos da última camada têm a cor de cima voltada para cima. Isso normalmente indica o grupo do caso:
| Cantos superiores voltados para cima |
Grupo comum |
| 0 cantos |
Pi ou H |
| 1 canto |
Sune ou Antisune |
| 2 cantos |
U, T ou L |
| 4 cantos |
Casos com cantos orientados |
Depois, confira os adesivos laterais. Procure faróis, barras, blocos ou cores laterais correspondentes. Esses detalhes ajudam a escolher o caso exato dentro do grupo. Uma rotina útil é:
- Embaralhe o cubo e resolva os dois primeiros blocos do Roux.
- Pare antes da CMLL e estude o padrão dos cantos.
- Diga o grupo do caso antes de executar o algoritmo.
- Execute o algoritmo devagar e com precisão.
- Confira se os cantos estão resolvidos antes de passar para a LSE.
No início, não cronometre esta etapa. O objetivo é construir um reconhecimento claro. Quando você conseguir nomear o grupo rapidamente, comece a cronometrar apenas a parte da CMLL. Depois, volte a integrá-la às resoluções completas para praticar a transição do segundo bloco para a CMLL e, em seguida, para a LSE.
Você também pode praticar os casos em grupos pequenos. Por exemplo, dedique um dia a Sune e Antisune, outro aos casos U e outro aos casos com cantos orientados. Misturar os 42 casos cedo demais pode tornar o reconhecimento confuso. Grupos pequenos facilitam a memorização dos padrões.
Considerações finais
A CMLL fica muito mais fácil quando você a aprende por etapas, em vez de tentar memorizar todos os casos de uma vez. Comece pela CMLL em 2 etapas, desenvolva um reconhecimento sólido e acrescente os casos completos por grupo. Conforme seu repertório aumenta, as resoluções pelo Roux se tornam mais fluidas, com menos pausas entre o segundo bloco, a resolução dos cantos e a LSE.
Perguntas frequentes sobre algoritmos CMLL
A CMLL é usada apenas no Roux?
A CMLL é usada principalmente no método Roux. Ela se encaixa bem nele porque os dois primeiros blocos são resolvidos antes dos cantos da última camada, e as seis últimas arestas ficam para a LSE. Algumas ideias da CMLL também podem se sobrepor a outros sistemas de resolução de cantos, mas a maioria dos cubistas a aprende especificamente para o Roux.
CMLL é a mesma coisa que COLL?
Não. CMLL e COLL resolvem os cantos da última camada, mas são usadas em situações diferentes. A COLL costuma ser usada no CFOP quando a cruz superior já está resolvida. A CMLL é usada no Roux, em que as arestas da última camada não precisam estar resolvidas antes da etapa dos cantos.
Devo aprender CMLL antes de aprender a LSE do Roux?
Você deve entender a ideia básica da LSE antes de aprender a CMLL completa. Se souber apenas CMLL, mas não conseguir terminar as seis últimas arestas, suas resoluções pelo Roux continuarão incompletas. Uma boa ordem é aprender Roux para iniciantes, praticar CMLL básica ou em 2 etapas e, depois, aprimorar a LSE e a CMLL completa em paralelo.
Quanto tempo leva para aprender a CMLL completa?
Depende da frequência de treino e da sua facilidade com o reconhecimento. Aprender os movimentos pode levar algumas semanas, mas usar os 42 casos com fluidez nas resoluções completas costuma levar mais tempo. A maioria dos cubistas melhora mais rápido quando acrescenta poucos casos por vez, em vez de memorizar o conjunto inteiro de uma só vez.
Preciso da CMLL completa para ficar mais rápido no Roux?
Não. Você pode melhorar bastante com blocos sólidos, bom lookahead e CMLL em 2 etapas bem treinada. A CMLL completa ajuda a reduzir pausas e o número de movimentos, mas não é o único fator importante. Se seus dois primeiros blocos ou a LSE forem lentos, aprender mais casos de CMLL talvez ainda não seja a melhoria de maior impacto.
Por que reconheço os casos de CMLL no treino, mas erro nas resoluções?
As resoluções completas acrescentam pressão. Você pode terminar o segundo bloco em um ângulo ruim, apressar a primeira observação ou ignorar os adesivos laterais. Para corrigir isso, diminua a velocidade antes da CMLL e obrigue-se a identificar primeiro o grupo. A velocidade deve vir depois que o reconhecimento do padrão se tornar automático.